A Química da Educação

Início de mais um ano letivo. Na relação dos materiais que os alunos devem levar para as escolas, muito provavelmente estarão canetas esferográficas, cadernos, lápis e borracha. É necessário, além disso, como sabem os pais, comprar outros produtos, como régua, mochila, estojo e os livros.
A Química sabe como o ensino é importante e tem ajudado estudantes de todos os níveis em seu aprendizado. A começar pelo papel. Para separar a lignina das fibras de celulose, o processo químico mais utilizado no Brasil é o Kraft. O cozimento dos cavacos de madeira é feito junto com hidróxido de sódio e sulfeto de sódio para promover a dissolução da lignina, obtendo-se a celulose marrom. Após a separação do licor negro da celulose marrom, ele é tratado até poder ser queimado em caldeiras, gerando energia. Depois, o hidróxido de sódio e o sulfeto de sódio são recuperados.
Para o branqueamento da celulose, utiliza-se oxigênio puro, compostos de cloro ou peróxido de hidrogênio. Para recompor a celulose e transformá-la em papel, ela é diluída com água e adicionados aditivos para que sejam atingidas as características que o fabricante quer dar ao papel. Ufa! Quem manuseia um livro ou escreve em um caderno, nem imagina que todo esse processo foi necessário para gerar papel.
Há mais. A borracha para apagar pode ser produzida de látex ou do polímero poli-isopreno, além de enxofre e óleos especiais. São esses componentes que fazem com que a grafite possa ser removida do papel. As canetas mais comuns nas mãos de estudantes são feitas de polietileno (corpo, tampa da ponta e tampa da vedação). O tubo de tinta é produzido com polipropileno. Nas esferográficas pretas, é usado o negro de fumo e na azul é comum a utilização de pigmentos como o trifenilmetano.
Colas brancas são fabricadas com álcool polivinílico, persulfato de amônio e acetato de vinila. Em todos os outros produtos usados por estudantes de todo o mundo, a Química está presente. E nem é preciso estudar muito para saber disso. Basta olhar com atenção.