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Cientista debate mudanças climáticas com executivos da indústria química e petroquímica
05/03/2010
As mudanças climáticas têm sido alvo de preocupação constante da sociedade, não somente no Brasil, mas mundialmente. Nas últimas décadas, ocorreu um significativo aumento da temperatura global. Além do derretimento das geleiras, há o processo de desertificação. Um dos vilões apontados para este cenário é o alto volume de gás carbônico (ou dióxido de carbono) lançado na atmosfera. Há ainda outros gases como o metano (derivados de resíduos orgânicos) e o óxido nitroso. Todos os anos, diversos congressos e encontros têm sido realizados para debater o papel de cada setor no controle de emissões e de ações sustentáveis visando a preservação ambiental.
Com base neste cenário, o cientista, astrofísico, pesquisador visitante do Instituto de Estudos Avançados da USP e membro do Conselho Superior de Meio Ambiente da FIESP, Luiz Gylvan Meira Filho, afirma que as indústrias brasileiras precisam se unir para alcance o nível de emissões de 1990. Para o cientista que foi fundador e presidente da Agência Espacial Brasileira por sete anos, negociador do protocolo que Kyoto, vice-presidente do IPCC/ONU (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas) e esteve presente na 15ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas em Copenhague (COP 15), reduzir o volume de gases que vão para o meio ambiente seria quase uma nova revolução industrial. “A participação da indústria é essencial para criar uma representação que identifique as formas para atuar sustentavelmente. É necessário apontar ao governo as alternativas para que ele dê subsídios para que se torne viável”, completa.
A indústria química e petroquímica é conhecida como uma indústria que faz indústria e está presente nos mais variados segmentos da economia, como agrícola, alimentos, bebidas, embalagens, vestuário, calçadista, eletroeletrônicos, médico-hospitalar, automotivo, aeroespacial, entre tantos outros. “Nosso esforço está em orientar e preparar este segmento a adequação de suas atividades às questões ambientais e exigências da sociedade, que devem ser assimiladas como parte da estratégia de negócios e não como uma obrigação de rotina”, afirma Nelson Pereira dos Reis, presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos para Fins Industriais e Petroquímica no Estado de São Paulo (Sinproquim).
O cientista Luiz Gylvan Meira Filho esteve hoje (5) no Sinproquim para discutir sobre as mudanças climáticas. Este encontro foi mais uma edição do Café com Opinião, realizado pelo Sindicato que visa promover debates e a disseminação de informações aos empresários do setor, através de palestras de personalidades e formadores de opinião do mundo político, econômico e cultural.
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