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Pequenas empresas brasileiras apostam em inovação
11/06/2007
Pequenas e médias empresas brasileiras destacam que inovar é imprescindível para seu funcionamento. Isso é o que mostra o resultado da pesquisa do Comitê Inovação nas Pequenas e Médias Empresas (PME) da Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (Anpei), que conta com a participação do Sebrae Nacional, de São Paulo e do Rio de Janeiro, da Brapenta, Embafort, Embraer, Ipen e Logos Química.
O resultado da pesquisa foi divulgado, nesta terça-feira (5), durante a VII Conferência Anpei, realizada na Bahia até esta quarta-feira (6). A pesquisa abrange a realidade de 184 pequenas e médias empresas que responderam ao questionário elaborado pelo Comitê.
De acordo com a pesquisa, é o mercado dinâmico e competitivo que impulsiona as empresas a investir em inovação. As PME inovam principalmente por conta da oportunidade de mercado e para reagir à concorrência. A busca por maior lucratividade e a exigência dos clientes também estão entre os fatores que motivam a inovação.
Para o diretor da Anpei Martin Izarra, um dos pontos positivos evidenciados pela pesquisa é a forma como os entrevistados percebem a inovação. Ela é retratada pelas empresas como o desenvolvimento de novos produtos ou melhoria dos existentes. A inovação é apontada também como a adoção de novos processos.
Segundo Izarra, esse resultado contrasta com a Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec/IBGE) 2001-2003. "Naquela época, inovação para as empresas era comprar máquinas. Hoje, a máquina é apenas um suporte para a inovação", ressalta.
Outro ponto positivo é o fato de o empreendedor ser o centro da empresa. Ele lidera a promoção da inovação, envolve-se fortemente com essa atividade e promove um ambiente favorável à inovação. A pesquisa destaca também que em 58% das empresas entrevistadas, os produtos novos são responsáveis por 40% da receita desses negócios.
Entre os obstáculos à inovação, as empresas apontaram a falta de recursos financeiros seguida da burocracia para uso dos instrumentos de incentivos públicos e da falta de capacitação técnica ou de pessoal habilitado na empresa. Por conta disso, cerca de 67% das empresas entrevistadas usam recursos próprios para inovar.
Outro ponto negativo é a falta de informação. Na pesquisa, 114 empresas responderam que desconhecem os incentivos governamentais e programas das agências de fomento e subsídio à inovação. E somente 54 empresas já utilizaram esses incentivos.
Para reverter esse alto grau de desconhecimento, Izarra defende a promoção de iniciativas locais. "Destaco também a importância da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa que prevê que 20% dos recursos de tecnologia de todos os órgãos e entidades sejam destinados para a inovação", afirma Izarra. (Fonte: Pequenas Empresas e Grandes Negócios)
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